
O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), destacou o trabalho realizado por organizações de proteção dos animais durante as enchentes no Rio Grande do Sul, ocorridas em abril deste ano. O parlamentar ressaltou que as iniciativas dessas organizações e também de voluntários foram fundamentais para salvar as vidas de vários animais.
Paim detalhou a situação atual dos animais resgatados das áreas afetadas. Segundo ele, mais de 19 mil animais foram retirados com o apoio de bombeiros, Forças Armadas, Polícia Civil, Polícia Militar e voluntários. Esses animais foram acolhidos em 493 abrigos, e muitos já foram entregues a seus tutores ou adotados.
— Muitos desses abrigos provisórios foram desativados. Grande parte dos animais encontrou seus tutores ou, pela grandeza do povo gaúcho, foi adotada, mas cerca de mil ainda aguardam adoção e estão provisoriamente nesses abrigos. Discutir a causa animal de forma estruturada e embasada é uma situação também urgente. Essa é uma questão não apenas de compaixão, mas também de saúde pública, equilíbrio ambiental e bem-estar social — disse.
O senador mencionou também o caso de um cavalo transportado irregularmente em uma moto na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, para ilustrar a falta de políticas adequadas, algo que, segundo ele, é agravado pela falta de informações robustas sobre o tema dos direitos dos animais.
— Calculo o desespero do animal amarrado em cima de uma moto, e seu motoqueiro dirigindo, batendo muitas vezes a cabeça do animal ou a parte do rabo em outros carros, em pleno trânsito da Baixada Fluminense. Segundo informações da ONG Arca Animal, um dos maiores desafios enfrentados é a ausência de dados confiáveis, essenciais para a formulação de políticas públicas eficazes — destacou.
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