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Um Alerta Necessário: Jovens do Piauí são o foco de projeto que chama atenção para os perigos dos cigarros eletrônicos

Com uma reportagem investigativa e linguagem acessível, estudantes do CESVALE levam informação e conscientização para combater o avanço dos cigarros eletrônicos entre adolescentes.

26/04/2025 às 15h24 Atualizada em 13/05/2025 às 08h54
Por: Redação
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Imagem: Reprodução
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Mesmo proibidos no Brasil desde 2009, os cigarros eletrônicos — ou vapes, como são mais conhecidos — continuam chegando com facilidade às mãos de muitos adolescentes. Com sabores doces, cheiros agradáveis e embalagens coloridas, esses dispositivos parecem inofensivos, mas escondem sérios riscos à saúde e vêm ganhando espaço no dia a dia da juventude, especialmente pela força de um marketing agressivo e sedutor.

Preocupados com essa realidade, um grupo de estudantes do curso de Direito do Centro de Ensino Superior do Vale do Parnaíba (CESVALE), em Teresina, decidiu transformar essa inquietação em ação. Como parte da disciplina Projeto Integrador I, sob coordenação do Prof. Carlos Eduardo, os alunos desenvolveram um projeto de extensão universitária que aposta na informação e na conscientização para proteger os jovens dessa armadilha disfarçada de modernidade.

O resultado desse trabalho é uma reportagem investigativa que joga luz sobre os malefícios do uso dos vapes e denuncia as brechas legais que ainda permitem que esses produtos circulem livremente, mesmo após mais de uma década da proibição pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Esta matéria, será publicada no portal da Faculdade CESVALE, como também, em portais de notícia do Piauí e Maranhão e visa chegar diretamente a quem mais precisa ouvir esse alerta: adolescentes, pais, educadores e autoridades. O conteúdo traz dados recentes do Ministério da Saúde e da ANVISA, mostrando o quanto esses dispositivos podem ser perigosos para a saúde dos jovens.

Um perigo que fala a língua dos jovens

Durante a pesquisa, os estudantes se depararam com dados preocupantes: o uso de cigarros eletrônicos pode causar doenças pulmonares graves, problemas no coração, crises respiratórias e, principalmente, dependência química, já que a nicotina presente nesses dispositivos é altamente viciante.

    “O que mais nos chamou atenção foi a facilidade com que esses produtos continuam sendo vendidos, mesmo sendo proibidos. A fiscalização falha e o acesso é muito fácil para os jovens”, comenta Anatalia Silva, uma das integrantes da equipe.

Outro ponto grave é a estratégia das marcas: sabores como morango, menta, chiclete e tantas outras essências adoçam a experiência e escondem os riscos, tornando o vape ainda mais atrativo para os adolescentes.

A lei existe, mas falta ação

A comercialização, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos são proibidas pela ANVISA desde 2009, por meio da Resolução RDC n° 46/2009. No entanto, a realidade é bem diferente: o mercado informal e as vendas pela internet mantêm esses produtos em circulação, quase sem barreiras.

    “Existe um abismo entre o que a lei diz e o que realmente acontece nas ruas e nas redes sociais. Isso enfraquece a proteção que os jovens deveriam ter”, destaca João Mendes, também participante do projeto.

Informação que protege

Com uma linguagem clara, acessível e fundamentada em dados oficiais, a reportagem não quer apenas denunciar. O objetivo principal é sensibilizar, criar espaços de conversa dentro de casa, nas escolas e entre os próprios jovens, para que todos compreendam os perigos e saibam como se proteger.

    “Nós não queremos só falar sobre o problema. Queremos ajudar a pensar em soluções, e a primeira delas é informar bem e despertar a consciência de todos sobre a gravidade dessa situação”, reforça Beatriz Dias, outra integrante da equipe.

Um projeto com propósito social

A força desse trabalho será medida pelo impacto que ele gerar: quantas pessoas alcançará, quantos debates vai inspirar, quantas reflexões vai provocar. A ideia é que a matéria não fique apenas no campo acadêmico, mas chegue às famílias, às escolas e motive ações concretas de proteção e prevenção.

    “Queremos que esse trabalho seja mais do que uma atividade de faculdade. Queremos que ele seja um chamado para que todos — pais, educadores, autoridades — se unam na defesa dos nossos jovens”, finaliza Patric Dias Ramos, também membro da equipe.

O projeto ultrapassa uma questão apenas provocativa e mera atividade acadêmica, se trata de um exemplo de como a universidade pode ir além das salas de aula e se tornar agente de transformação social, colocando o conhecimento a serviço da comunidade.

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