
Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (27), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou a moratória da soja, acordo privado firmado por grandes exportadoras que proíbe a compra do grão produzido em áreas desmatadas da Amazônia Legal após 2008. Segundo ele, a medida impõe condições abusivas a pequenos e médios produtores da região.
Ele lembrou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) chegou a conceder uma liminar contra a moratória, mas a decisão foi suspensa após recurso da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
— Essas [empresas] vão lá, pressionam, trazem o financiamento com juros praticamente negativos da Europa e ainda vêm aqui emprestar com juros altíssimos. Esse acordo da moratória da soja não pode perdurar. Infelizmente, a Abiove conseguiu suspender a decisão do Cade, mas tenho certeza de que o órgão vai definir que a moratória é um cartel feito por essas grandes empresas nacionais e internacionais — declarou.
No mesmo discurso, o senador destacou a importância da retomada dos investimentos em ferrovias no país. Ele defendeu a consolidação de projetos como a Ferrogrão, que liga o Mato Grosso ao Pará. Segundo o parlamentar, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já se manifestaram favoravelmente à iniciativa.
— Tudo o que nós estamos fazendo é pela infraestrutura brasileira. Não tem cor, não tem partido. Nós queremos criar mais oportunidades, gerar empregos neste país. Estamos lutando para a Ferrogrão. É extremamente importante que essa ferrovia se consolide — disse.
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