
Esta é a semana da Computex 2022 e a AMD não perdeu tempo. De carona no evento, a companhia fez o anúncio prévio dos processadores Ryzen 7000, para desktops. Eles contam com até 16 núcleos, têm processo de fabricação de 5 nanômetros da TSMC e inauguram o soquete AM5. Como não poderia deixar de ser, a nova série também promete mais desempenho.
A AMD ainda não revelou os modelos que compõem a série. Por outro lado, deu detalhes interessantes sobre eles. Começa pela construção dos chips. O mais avançado será composto por dois chiplets com oito núcleos cada. Isso significa que o carro-chefe da linha Ryzen 7000 contará com 16 núcleos e 32 threads.
Outro detalhe interessante é que os chiplets são baseados na microarquitetura Zen 4 que, por sua vez, tem como base o processo de fabricação de 5 nanômetros da TSMC.
Há muitos detalhes sobre a nova microarquitetura que a AMD não revelou. Mas a companhia explica que os chips Zen 4 contarão com 1 MB de cache L2 por núcleo (o dobro em relação à microarquitetura Zen 3) e aceleração de inteligência artificial, por exemplo.
O detalhe mais impressionante, provavelmente, fica para a frequência. A AMD afirma que a série Ryzen 7000 pode alcançar um clock superior a 5 GHz com relativa facilidade. Um vídeo exibido durante o evento chegou a mostrar o processador de 16 núcleos funcionando a 5,5 GHz.
Traduzindo esses e outros parâmetros em desempenho, a companhia afirma que os chips Ryzen 7000 apresentam uma melhora de 15% no IPC (sigla em inglês para “instruções por ciclo de clock”) na comparação com os processadores Ryzen 5000.
Em relação aos chips da Intel, ainda há poucas informações, mas a AMD mostrou o seu chip de 16 núcleos com desempenho 31% superior ao Core i9-12900K em uma renderização no Blender.
A série AMD Ryzen 7000 é a primeira a ter como base o soquete AM5, revelado no início do ano. Isso significa que o padrão AM4, que ficou no mercado por cerca de cinco anos, vai mesmo ser aposentado.
As diferenças são visíveis na primeira olhada. Enquanto o soquete AM4 se baseia em uma conexão do tipo PGA (Pin Grid Array), quando os pinos são posicionados no próprio processador, o padrão AM5 joga a pinagem para a placa-mãe. Trata-se de um formato LGA (Land Grid Array) com 1.718 pinos.
Placas-mãe com suporte ao soquete AM5 serão baseadas em um dos seguintes chipsets: X670E, X670 ou B650. O primeiro tem como foco máquinas de alto desempenho, razão pela qual possibilitará “overclocking extremo”, por exemplo.
Todos os chipsets trazem suporte ao PCIe 5.0, mas em configurações diferentes. O X670E permite o uso do padrão em dois slots para placa de vídeo e também em conexões M.2 para armazenamento. Já o B650 suporta o PCIe 5.0 somente em slots M.2.
Falando em placa de vídeo, vale destacar que os novos processadores incorporam uma GPU de arquitetura RDNA 2. Aparentemente, todos os modelos Ryzen 7000 têm esse recurso. Isso porque o componente faz parte do IOD (módulo de entrada e saída) de 6 nanômetros dos novos processadores, como explica o AnandTech.
Um último detalhe: os processadores Ryzen 7000 suportam apenas memórias DDR5. Essa é uma abordagem diferente da adotada pela Intel, que oferece suporte tanto a módulos DDR5 quanto DDR4 nos chips Alder Lake (12ª geração).
O que a AMD fez, nesta segunda-feira (23), foi uma apresentação introdutória dos novos processadores. A pergunta que vem na sequência é óbvia: quando esses chips serão anunciados oficialmente?
A companhia não forneceu uma data exata, mas deu a entender que eles chegarão no último trimestre de 2022. Há boas chances de que o anúncio aconteça em outubro. Até lá, talvez a AMD libere mais alguns detalhes para aguçar as expectativas.
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