
O governador Rafael Fonteles participou, nesta quarta-feira (25), em São Paulo, do Seminário Lide – Inteligência Artificial, realizado na Casa Lide. O evento reuniu especialistas, executivos e lideranças para discutir os impactos da inteligência artificial nos negócios, na inovação e na transformação digital. O chefe do Executivo piauiense integrou o painel “Inteligência Artificial como ferramenta de governança e eficiência no setor público”.
Durante sua participação, o governador defendeu o uso da inteligência artificial como instrumento para melhorar os serviços públicos e reforçou a necessidade de preparar a população para essa nova realidade. “Não vai mais existir profissional qualificado que não utilize as ferramentas de IA. Isso vale para medicina, direito, política e diversas áreas. Por isso, a nossa prioridade é formar as pessoas para essa nova era. No Piauí, já tornamos a inteligência artificial obrigatória no ensino médio e vamos avançar, em parceria com os municípios, para levar esse conteúdo também ao ensino fundamental”, destacou o gestor.

Rafael Fonteles também apresentou exemplos práticos da aplicação da tecnologia no estado, tanto na gestão quanto nos serviços diretamente percebidos pela população. Entre os destaques, citou o BO Fácil, que permite o registro de ocorrências por meio de assistente virtual, e o programa Piauí Saúde Digital, que utiliza recursos de IA para otimizar atendimentos e priorizar casos mais urgentes. Atualmente, o serviço está presente nos 224 municípios piauienses, alcançando mais de 1.130 unidades básicas de saúde. “As aplicações são múltiplas e já estão no dia a dia da população, ajudando a dar mais eficiência e rapidez aos serviços públicos”, afirmou o governador. Outro exemplo apresentado foi o programa de recuperação de celulares, que já contribuiu para a redução de 78% nos roubos de celulares no estado, ao desestimular a cadeia criminosa.

Ao encerrar sua participação, o governador reforçou a necessidade de o Brasil investir no desenvolvimento de soluções próprias em inteligência artificial, tanto em software quanto em hardware, como forma de garantir soberania tecnológica. “O país precisa investir mais em infraestrutura computacional própria e no desenvolvimento de suas soluções. Não podemos ficar dependentes das grandes empresas globais, sob o risco de vivermos um ‘tecno-feudalismo’. O Estado tem papel fundamental para democratizar os ganhos de produtividade que a inteligência artificial pode gerar”, pontuou o gestor.

Como exemplo dessa estratégia, Rafael destacou o projeto SoberanIA, desenvolvido no Piauí, um modelo de linguagem com mais de 500 bilhões de palavras em português, que, segundo ele, já apresenta desempenho superior a concorrentes internacionais em testes no idioma.

O lançamento comercial da ferramenta está previsto para o dia 29 de abril, em Brasília, com oferta de soluções para outros estados, incluindo o próprio sistema do BO Fácil e outros produtos voltados à gestão pública.
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