
O deputado estadual B. Sá (PP) se pronunciou nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília. Em tom ponderado, o parlamentar defendeu que o país deve caminhar para a pacificação e argumentou que a anistia pode representar um passo importante nesse sentido. “É fazer com que o Estado brasileiro volte à sua normalidade e que, como uma nação unida, se desenvolva e cure essa ferida”, declarou.
B. Sá destacou, como exemplo de desproporcionalidade nas condenações, o caso de uma mulher sentenciada a 14 anos de prisão por ter pichado a estátua da Justiça com batom. Segundo ele, a pena foi mais severa do que a aplicada em crimes como homicídio e tráfico de drogas. O deputado também lembrou que a anistia já foi utilizada em momentos decisivos da história nacional, como na independência do Brasil, sempre com o objetivo de promover reconciliação e estabilidade institucional.
Apesar da defesa enfática da anistia, o parlamentar reconheceu o valor do debate democrático e direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, tem perdido credibilidade por atuar politicamente e invadir competências do Congresso. Em resposta, o deputado Francisco Limma (PT) afirmou que a democracia permite divergências, mas ressaltou que “não é razoável alguém não eleito querer tramar um plano para matar alguém que foi eleito com milhões de votos”. O embate mostrou que, mesmo com divergências, há espaço para o diálogo na Casa Legislativa.
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