
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, mudou a estratégia adotada no início de sua gestão e passou a priorizar a articulação interna da Corte. O código de ética para magistrados, principal bandeira de sua presidência, foi deixado em segundo plano.
Nos últimos meses, a proposta gerou resistência entre ministros do STF, especialmente após investigações envolvendo o Banco Master citarem integrantes da Corte. Parte dos ministros avaliou que a discussão expôs o Supremo em um momento delicado e defendeu que a presidência deveria atuar em defesa institucional do tribunal.
Diante do desgaste, Fachin iniciou uma aproximação com o ministro Gilmar Mendes, um dos principais articuladores do STF. Entre os gestos, o presidente do Supremo destravou julgamentos considerados relevantes, conduziu uma homenagem pelos 24 anos de Gilmar na Corte e deu andamento a uma proposta do decano sobre limites para a criação de despesas pelo Congresso.
Nos bastidores, a expectativa é de que a mudança de postura ajude a reduzir as tensões internas e permita ao presidente retomar o controle das pautas mais importantes do tribunal. Apesar dos sinais de aproximação, integrantes do STF avaliam que a relação entre Fachin e Gilmar ainda pode enfrentar novos momentos de divergência.
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