
Com o lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT trabalha agora para ampliar o grupo político entorno do petista. No evento de oficialização da pré-candidatura, Lula deu os primeiros sinais da nova estratégia, marcando seu discurso com acenos ao centro e pregando união de opositores.
"O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências. Queremos unir os democratas de todas as origens e matizes para enfrentar e vencer a ameaça totalitária", afirmou o petista.
A partir de agora, a expectativa dentro do PT é de que Lula foque na agenda econômica dando destaque a políticas de renda para os mais pobres. Nos cálculos, os articuladores da campanha petista acreditam que Lula consegue controlar a pauta contra seu principal adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL), quando debate pontos como inflação, preço dos alimentos e geração de empregos.
Para isso, Lula pretende se contrapor a Bolsonaro explorando os feitos dos governos petistas em comparação ao atual presidente. Já as falas de improviso que o ex-presidente vinha dando nas últimas semanas como nas declarações sobre o aborto, a guerra na Ucrânia e os policiais deverão ser deixadas de lado.
"Eu tenho visto muita gente na televisão dizendo: hoje eu fui no supermercado, eu comprei menos, eu diminuí a minha compra, eu trazia um carrinho cheio e agora estou trazendo meio carrinho. Eu comprava carne, eu comprava um quilo de carne por semana, hoje eu compro um quilo de carne por mês", disse Lula, depois de a campanha divulgar vídeos com declarações de donas de casa dizendo não estarem mais aguentando a alta dos preços, com fotografias e vídeos de pessoas em supermercados.
Política “Brasil não vai abandonar a mesa”, diz ministro sobre taxação dos EUA
Nordeste Desilusão cresce e Lula perde força entre jovens e nordestinos
Eleições 2026 Ciro Nogueira aposta em Joel Rodrigues e compara pré-campanha a fenômeno eleitoral histórico do Piauí Mín. 20° Máx. 34°