
A Pesquisa TIC Provedores, lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revelou um crescimento significativo na proporção de empresas de médio porte no mercado de provedores de Internet. Entre 2020 e 2022, a participação dessas empresas passou de 13% para 17%.
Em contrapartida, a presença das microempresas diminuiu, caindo de 56% para 46% durante o mesmo período. Essa tendência pode ser atribuída a fusões e aquisições no setor e ao interesse crescente de fundos de investimento.
“O mercado brasileiro de provedores de internet é muito competitivo, isso faz com que as empresas tenham que se atualizar constantemente, tanto em termos de gestão, como tecnologicamente”, afirma o diretor administrativo e sócio da Techy Internet, Rogério Massaia dos Santos.
A fibra óptica continua sendo a tecnologia de conexão à Internet mais amplamente utilizada, disponibilizada por 95% dos provedores atuando em território nacional em 2022. Além disso, houve mudanças na infraestrutura de rede de transmissão: a proporção de empresas que ofereciam acesso apenas por meio de infraestrutura própria diminuiu, enquanto o número daquelas aquelas que adotavam um modelo misto (com acesso via infraestrutura própria e de terceiros) aumentou.
Outro dado relevante é o crescimento na participação de provedores em Pontos de Troca de Tráfego (PTT) ou no Brasil Internet Exchange (IX.br). Atualmente, o IX.br é o maior conjunto de PTT do mundo, com 36 pontos distribuídos pelas cinco regiões brasileiras. A proporção de provedores presentes nesses pontos subiu de 30% para 37%. “Apesar de termos uma rede vastamente distribuída pelo território brasileiro, ainda há espaço para crescimento, tanto em área de atendimento, quanto em adoção de internet por nichos ainda não tão explorados”, conclui Santos.
Além disso, o estudo identificou um aumento expressivo na oferta de IPv6 aos clientes, com 64% do mercado disponibilizando a versão 6 do Protocolo Internet em 2022.
Ainda de acordo com a pesquisa, o mercado de provimento de internet se destaca em relação à proteção de dados quando comparado a outros segmentos do setor privado. Cerca de 40% dos provedores de acesso possuíam uma área ou funcionários dedicados exclusivamente ao tema, enquanto essa proporção foi de apenas 23% nas empresas em geral.
No que diz respeito à segurança, 23% dos provedores afirmaram ter sofrido ataques de negação de serviços (DDoS) em 2022, mantendo-se estáveis em relação ao estudo anterior realizado em 2020. Além disso, empresas com mais de 6 mil clientes foram mais frequentemente alvo desse tipo de ataque, com 34% delas relatando incidentes, em comparação com 24% das empresas com menor quantidade de clientes.
Para saber mais, basta acessar https://www.cgi.br/noticia/releases/pesquisa-do-cgi-br-aponta-consolidacao-do-mercado-de-provedores-de-internet-no-pais/
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