
Um avanço significativo no tratamento do câncer de próstata metastático resistente à castração acaba de chegar a Brasília. O medicamento à base de Vipivotida Tetraxetana - 177Lu (Pluvicto@, Novartis), recentemente aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representa uma abordagem inovadora que combina terapia-alvo com um elemento radioativo para atingir diretamente as células cancerígenas.
Essa inovação terapêutica representa um importante avanço no combate ao câncer de próstata avançado. Com uma abordagem precisa e direcionada, a terapia radioligante reduz os efeitos colaterais em comparação com os tratamentos tradicionais, permitindo melhor tolerabilidade e adesão dos pacientes.
Como funciona a terapia?
A terapia radioligante utiliza uma substância capaz de se ligar seletivamente a uma proteína expressa pelas células do câncer de próstata (PSMA). Ao se conectar a essas células, o medicamento transporta um componente radioativo, que emite radiação localizada, destruindo as células tumorais sem causar danos significativos aos tecidos saudáveis ao redor.
Indicação e benefícios
Esse tratamento é indicado para pacientes adultos com câncer de próstata metastático resistente à castração, positivo para PSMA, que já tenham recebido tratamento com inibidores da via do receptor de andrógeno e quimioterapia baseada em taxano. Estudos clínicos demonstraram que a terapia pode reduzir em até 40% o risco de progressão da doença e de mortalidade, proporcionando uma nova opção para pacientes que não responderam às abordagens convencionais.
O médico nuclear Renato Barra destaca: "Essa nova alternativa traz esperança para pacientes com câncer de próstata avançado, melhorando qualidade de vida".
Acesso ao tratamento
Inicialmente disponível em hospitais e clínicas privadas, a terapia radioligante requer uma avaliação detalhada antes de sua administração, incluindo exames como PET/CT com PSMA e revisão dos exames laboratoriais e de imagem.
O tratamento consiste em seis aplicações intravenosas, realizadas com intervalos de aproximadamente seis semanas entre cada sessão, sem necessidade de internação.
Um novo horizonte no tratamento do câncer de próstata
Com aprovação internacional por agências como FDA (EUA) e EMA (Europa), essa tecnologia se apresenta como um marco na medicina nuclear e na luta contra o câncer de próstata. Sua chegada a Brasília amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes que buscam alternativas inovadoras para o tratamento da doença.
Para mais informações sobre a disponibilidade e critérios de elegibilidade para o tratamento, basta consultar um médico especialista ou entrar em contato com o IMEB - Imagens Médicas de Brasília pelo site: www.imeb.com.br ou telefone (61) 3326-0033.
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