
A crescente digitalização tem favorecido o avanço do microempreendedorismo móvel, caracterizado pela utilização do celular como principal instrumento de trabalho e geração de renda.
Segundo levantamento da HostGator publicado em 2025, cerca de 45% dos entrevistados planejam intensificar a produção de conteúdo para redes sociais, utilizando o celular como uma das principais ferramentas no desempenho dessas atividades.
O levantamento aponta que as práticas mais recorrentes de geração de renda por meio do celular envolvem, além da produção de conteúdo para redes sociais, a revenda de produtos em marketplaces, atividades como freelancer e prestação de serviços remotos.
Expansão do acesso móvel impulsiona a atividade econômica
Com o avanço do acesso à telefonia móvel — que, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), já alcança mais de 268 milhões de linhas ativas no Brasil —, o celular se consolidou como instrumento fundamental para diversas atividades econômicas.
Esse modelo de atuação está relacionado ao crescimento no número de registros como Microempreendedor Individual (MEI), que só no primeiro trimestre de 2025 registrou abertura de 1,4 milhões de pequenos negócios, conforme dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Grande parte desses profissionais atua de forma exclusivamente digital e tem recorrido à formalização como meio de acesso a benefícios previdenciários e condições mais favoráveis de crédito.
Capacitação digital como motor do empreendedorismo
Segundo o mesmo levantamento divulgado pela HostGator, aproximadamente 50% dos entrevistados apontam a falta de conhecimento técnico como o principal desafio enfrentado no ambiente digital.
Esse cenário tem sido impulsionado por iniciativas de capacitação online voltadas ao empreendedorismo digital. Plataformas de ensino a distância e conteúdos gratuitos contribuem para a disseminação de técnicas relacionadas a vendas, marketing digital e gestão financeira, todas acessíveis por meio de dispositivos móveis.
Além disso, o avanço das chamadas "rendas alternativas" tem sido acompanhado por instituições como o IBGE e o Sebrae, que incorporaram esse tipo de atividade em suas análises sobre o mercado de trabalho e o desenvolvimento econômico.
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