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Tarifa de até 37,5% ameaça mais de 4 mil produtos brasileiros nos Estados Unidos

Novas sobretaxas em discussão podem atingir US$ 14,9 bilhões em exportações e elevar custos para empresas americanas que dependem de insumos do Brasil

06/07/2026 às 21h44
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Mais de 4 mil produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos podem enfrentar tarifas de até 37,5% caso o governo americano aprove novas sobretaxas em discussão. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, as medidas podem afetar 4.187 produtos e atingir cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações. Atualmente, esses itens já estão sujeitos a uma tarifa temporária adicional de 10%, válida até 24 de julho.

O governo dos Estados Unidos realiza audiências públicas nesta semana para analisar duas medidas que podem aumentar ainda mais a taxação. Uma investigação específica sobre o Brasil pode resultar em uma sobretaxa de 25%, enquanto outra apuração, relacionada ao uso de trabalho forçado, prevê uma tarifa adicional de 12,5% para países investigados, entre eles o Brasil. Se as duas medidas avançarem, a carga total poderá chegar a 37,5% para parte dos produtos brasileiros.

A CNI alerta que o impacto também pode ser sentido dentro dos próprios Estados Unidos. Cerca de 62% dos produtos ameaçados pelas novas tarifas são bens intermediários, utilizados como matéria prima e insumos pela indústria americana. Em 11 categorias, o Brasil é o principal fornecedor do mercado dos Estados Unidos, o que mostra a forte ligação entre as cadeias produtivas dos dois países. Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, novas barreiras comerciais podem aumentar custos para empresas e consumidores americanos.

As audiências começaram nesta segunda-feira, 6, em Washington, com a participação de entidades brasileiras contrárias às novas tarifas. Representantes da CNI, da Fiesp, da CSN e de outros setores produtivos apresentam argumentos contra a sobretaxa de 25%. Na terça-feira, 7, o senador Flávio Bolsonaro também deve defender o adiamento da medida. A decisão do governo americano é esperada para 15 de julho, enquanto o setor produtivo brasileiro defende que as divergências comerciais sejam resolvidas por meio do diálogo entre os dois países.

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