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Economia Vai piorar...

Fim da escala 6x1 pode aumentar preços de planos de saúde

Hospitais, empresas de segurança, limpeza e transportes alertam para aumento de custos, necessidade de novas contratações e possível impacto no bolso do consumidor

03/07/2026 às 10h19 Atualizada em 03/07/2026 às 10h22
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional tem aumentado a preocupação de setores que funcionam de forma contínua. Áreas como saúde, segurança, limpeza, alimentação, transportes e turismo afirmam que a redução da jornada poderá exigir novas contratações e uma reorganização das escalas de trabalho. A principal preocupação das entidades é com o aumento dos custos e a possibilidade de repasse dessas despesas aos consumidores.

Na saúde, a Associação Nacional de Hospitais Privados afirma que a mudança poderá exigir ampliação das equipes e reorganização dos turnos para garantir o funcionamento dos serviços. A entidade admite que o aumento dos custos trabalhistas poderá pressionar toda a cadeia da saúde, inclusive os valores cobrados pelos planos. Os setores de segurança privada e limpeza também projetam alta superior a 20% nos custos, principalmente por serem atividades que precisam funcionar todos os dias.

O impacto também preocupa o setor de transportes e logística. A Confederação Nacional do Transporte estima que os custos adicionais podem chegar a R$ 28 bilhões. A entidade alerta para possíveis aumentos nos fretes, atrasos nas entregas e dificuldades para contratar novos trabalhadores. Como o transporte está presente em praticamente toda a cadeia produtiva, a preocupação é que o aumento das despesas chegue aos preços dos produtos vendidos ao consumidor.

Entidades empresariais e representantes da indústria também pressionam o Congresso por uma discussão mais ampla sobre os efeitos econômicos da proposta. A Confederação Nacional da Indústria estima que os custos adicionais com contratações e horas extras podem ficar entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões. O setor produtivo afirma que a mudança precisa considerar as diferenças entre atividades e regiões do país, enquanto a proposta continua sendo discutida no Congresso Nacional.

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