
O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com um recorde nas exportações de carne bovina. Foram quase US$ 10 bilhões em vendas, um crescimento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. O cenário, porém, ficou mais difícil para os próximos meses, principalmente por causa das novas barreiras impostas por importantes parceiros comerciais.
A China, principal destino da carne brasileira, passou a cobrar uma tarifa de 55% sobre as importações que ultrapassarem a cota estabelecida pelo país. A medida foi adotada para proteger os produtores chineses e já provocou uma redução de cerca de 35% no volume de carne brasileira enviado ao mercado chinês, que caiu de 1,7 milhão para 1,1 milhão de toneladas.
A situação também preocupa na União Europeia. O bloco decidiu suspender, a partir de 3 de setembro, a importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil. Segundo os europeus, o país não apresentou documentos que comprovassem que os produtos estavam livres de antimicrobianos. A suspensão pode provocar perdas de até US$ 2,4 bilhões por ano para o Brasil.
Diante das restrições, o setor tenta encontrar novos compradores. No primeiro semestre, o Brasil ampliou as exportações para 118 países, mas nenhum desses mercados tem o peso da China. Os Estados Unidos, por outro lado, aparecem como uma alternativa importante, já que a carne brasileira ficou fora do novo tarifaço americano. As vendas para o mercado americano cresceram quase 15% no primeiro semestre.
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