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Escudo das Américas mira PCC e Comando Vermelho em ofensiva contra o narcotráfico

Coalizão liderada pelos Estados Unidos prevê congelamento de ativos, restrições de vistos e outras medidas contra 24 organizações; Brasil não integra a aliança

24/09/2026 às 10h28 Atualizada em 24/09/2026 às 10h30
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos para ampliar o combate ao narcotráfico no continente, anunciou uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas pelo grupo como ameaças transnacionais. Entre os alvos estão as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O acordo prevê, de acordo com a legislação de cada país participante, medidas como congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material ou logístico às organizações.

Criada em março de 2026 por iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, a coalizão reúne governos das Américas em uma estratégia de cooperação contra cartéis e grupos ligados ao tráfico de drogas. Segundo a CNN Brasil, a aliança atua principalmente por meio do compartilhamento de inteligência e de operações militares conjuntas. A emissora informa ainda que Colômbia, Equador e Paraguai concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em seus territórios.

O Brasil não integra o Escudo das Américas, embora duas das principais facções criminosas brasileiras estejam entre os alvos anunciados. Segundo o g1, Luiz Inácio Lula da Silva não foi convidado para o encontro que deu origem à coalizão. O texto que anunciou as medidas contra PCC e CV foi assinado por 15 países e afirma que será acionado um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos (OEA) para viabilizar a iniciativa.

A classificação das facções brasileiras também evidencia uma divergência entre Washington e Brasília. O governo de Donald Trump enquadrou esses grupos como “terroristas globais”, enquanto o governo brasileiro discorda dessa denominação. A legislação brasileira vincula o crime de terrorismo a atos praticados por razões específicas previstas em lei, e autoridades brasileiras já argumentaram que PCC e CV são organizações criminosas voltadas à prática de crimes e à lavagem de dinheiro, sem motivação política, religiosa ou ideológica.

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