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De gigantes a empresas em crise: 13 companhias brasileiras perderam até 99% do valor na Bolsa desde 2023

Falência da Oi e crises recentes de Casas Bahia e Braskem expõem um cenário de endividamento, juros altos e forte destruição de valor para investidores

29/08/2026 às 10h15
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A falência da Oi, decretada pela Justiça neste mês, e os recentes pedidos de recuperação judicial da Casas Bahia e extrajudicial da Braskem chamaram atenção para a situação de grandes empresas brasileiras que, nos últimos anos, passaram de referências em seus setores a símbolos de graves crises financeiras. Embora cada caso tenha suas particularidades, há um problema comum: o alto endividamento em um ambiente de juros elevados, que torna mais difícil pagar dívidas, conseguir novos recursos e manter as operações.

O impacto também apareceu com força na Bolsa de Valores. Desde janeiro de 2023, pelo menos 13 empresas listadas na B3 perderam mais de 80% do valor de suas ações. Em alguns casos, como Sequoia Logística, Gafisa, Azul, Gol, Americanas e Casas Bahia, a queda passou de 99%. Recuperações judiciais, renegociações com credores e grandes reestruturações ajudaram algumas dessas empresas a continuar funcionando, mas, para muitos acionistas, o prejuízo foi praticamente total.

Entre os casos mais conhecidos está o da Americanas, que entrou em uma das maiores crises empresariais do país após a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias em janeiro de 2023. As companhias aéreas Azul e Gol também enfrentaram forte pressão financeira causada pelo endividamento e pelos custos elevados, enquanto a Casas Bahia voltou a enfrentar uma crise aguda em 2026. A Oi, por sua vez, não conseguiu superar anos de dificuldades financeiras e teve sua recuperação judicial convertida em falência, embora serviços considerados essenciais continuem funcionando durante o período de transição.

A lista também inclui empresas como Ambipar, Infracommerce, Viveo, Raízen, PDG Realty e Marisa. Os números mostram como crescimento acelerado, dívidas elevadas, juros altos, problemas de gestão e mudanças no mercado podem destruir rapidamente o valor de empresas que já estiveram entre as maiores do país. Em muitos casos, o negócio continua existindo e operando, mas a recuperação das companhias não significa necessariamente a recuperação do dinheiro perdido pelos antigos investidores.

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