
A utilização da inteligência artificial para otimizar a emissão de laudos médicos garantiu a aprovação de um projeto desenvolvido pelo ex-aluno da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Andreiver Mateus Ferreira Silva, no Programa Centelha 3 Piauí. Intitulada “LaudoÁgil: Inteligência Artificial em Diagnóstico por Imagem”, a proposta busca automatizar a elaboração de laudos de ultrassonografia, contribuindo para a agilidade dos atendimentos e para a eficiência dos serviços de saúde.
Segundo Andreiver, a ideia surgiu a partir da necessidade de otimizar uma atividade que demanda tempo dos profissionais de saúde. “O LaudoÁgil surgiu da necessidade de reduzir o tempo gasto na elaboração manual de laudos de ultrassonografia. A solução automatiza esse processo, ajudando a diminuir a sobrecarga dos profissionais e acelerar a entrega dos diagnósticos”, explicou o pesquisador.

O Programa Centelha 3 é uma iniciativa de incentivo ao empreendedorismo inovador que busca transformar ideias em negócios de base tecnológica. No Piauí, o programa é executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) e oferece apoio financeiro e capacitação para projetos com potencial de gerar impacto econômico e social.
De acordo com o desenvolvedor, a tecnologia permitirá que a inteligência artificial analise os dados obtidos durante os exames e produza automaticamente um documento estruturado para validação médica. “A IA analisa os dados capturados pelo ultrassom e gera um laudo estruturado em segundos. O principal diferencial é a integração direta ao equipamento e ao fluxo clínico, permitindo que o médico apenas revise e valide o resultado”, afirmou Andreiver.
O professor do curso de Tecnologia e Computação da Uespi, Dario Calçada, que atua no Campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira, em Parnaíba, e orienta a proposta, explica que o sistema pretende automatizar uma etapa burocrática do processo de diagnóstico por imagem. “Todo médico que faz exames de ultrassonografia registra diversas medidas e observações que depois precisam ser digitadas no laudo. No nosso caso, já existem modelos prontos para alguns tipos de exames e a digitação será feita automaticamente, capturando diretamente as informações do exame com o uso de inteligência artificial”, destacou o docente.

A expectativa dos desenvolvedores é que a ferramenta gere benefícios para profissionais de saúde, unidades médicas e pacientes. Entre os resultados esperados estão o aumento da produtividade dos médicos, a redução de custos operacionais e a diminuição do tempo de espera para a entrega dos resultados.
Além dos impactos na rotina dos serviços de saúde, a iniciativa também pode contribuir para o desenvolvimento tecnológico do estado. “A solução pode ampliar o acesso ao diagnóstico, reduzir filas de atendimento e fortalecer o desenvolvimento de tecnologias inovadoras na área da saúde no Estado”, ressaltou Andreiver.
A aprovação no Programa Centelha representa um avanço importante paraf o desenvolvimento da iniciativa, permitindo que a solução saia da fase de idealização e avance para testes em ambiente real. Com o apoio financeiro, a expectativa da equipe é consolidar a proposta como um produto capaz de gerar impacto na área da saúde.
Segundo os envolvidos no projeto, o resultado também representa o reconhecimento do potencial da tecnologia desenvolvida e uma oportunidade de acelerar sua aplicação prática. Além disso, a experiência reforça a importância de investir em inovação e empreendedorismo como caminhos para a criação de soluções voltadas às demandas da sociedade.
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