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Conselho do MPF rejeita investigação sobre Gonet no caso Master

Maioria entendeu que não havia elementos mínimos para abrir apuração criminal; divergentes defenderam investigação preliminar para esclarecer contatos entre o PGR e pessoas ligadas a Daniel Vorcaro

25/09/2026 às 20h24
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitou a abertura de uma investigação criminal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, relacionada ao caso Banco Master. A decisão ocorreu durante sessão do colegiado que analisou representações questionando a atuação do PGR diante de informações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

As representações apresentadas ao Conselho levantaram questionamentos sobre uma possível relação de proximidade entre Gonet e Vorcaro e sobre circunstâncias que, segundo os autores, poderiam justificar uma apuração independente.

O relator do caso, conselheiro [nome], entendeu que não estavam presentes elementos mínimos de materialidade e autoria que justificassem a abertura de uma investigação criminal. Segundo a manifestação apresentada durante a sessão, a existência de contatos ou relações entre as pessoas envolvidas, por si só, não seria suficiente para caracterizar um ilícito penal.

Fotografia de Gonet e Vorcaro

Entre os elementos que passaram a ser mencionados no contexto das representações está uma fotografia em que Paulo Gonet aparece ao lado de Daniel Vorcaro, durante um evento realizado em Londres, em abril de 2024.

Paulo Gonet e Daniel Vorcaro aparecem juntos durante evento em Londres, em abril de 2024. A fotografia foi localizada pela Polícia Federal em material extraído do celular de Vorcaro - Foto: Reprodução

A imagem foi utilizada no debate sobre a relação entre Gonet e o empresário. A fotografia, isoladamente, não comprova amizade íntima, favorecimento ou a prática de qualquer crime, mas integra o conjunto de circunstâncias que motivaram os questionamentos apresentados ao Conselho.

Os autores das representações também mencionaram outros episódios que, na avaliação deles, poderiam indicar uma relação de proximidade e justificar que Gonet não atuasse diretamente em questões relacionadas ao empresário.

Divergência defendeu apuração independente

Durante a sessão, houve divergência em relação ao entendimento do relator.

A conselheira Samantha Chantal Dobrowolski defendeu que os fatos fossem submetidos a uma apuração independente antes de qualquer conclusão sobre a existência ou não de irregularidades.

Em sua manifestação, ela argumentou que, diante de questionamentos envolvendo a própria atuação do procurador-geral, seria necessário evitar que a instituição acabasse avaliando internamente a própria conduta de seus integrantes.

“Ninguém é juiz da própria conduta.”

Para a conselheira, a realização de uma apuração preliminar não significaria reconhecer a existência de crime, mas permitir que os fatos fossem esclarecidos por um membro independente.

Conselho não reconheceu prática de crime

A decisão do CSMPF de rejeitar a abertura da investigação não equivale a uma declaração de que todas as circunstâncias questionadas sejam inexistentes, mas significa que a maioria do colegiado entendeu não haver, naquele momento, elementos suficientes para designar um procurador para conduzir uma investigação criminal contra Gonet.

Da mesma forma, a defesa de uma apuração preliminar apresentada pelos conselheiros divergentes não significa que eles tenham concluído pela existência de crime.

Ao final, prevaleceu o entendimento contrário à abertura da investigação.

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