
Um asteroide descoberto há quase três décadas faz uma passagem próxima à Terra neste sábado (27) e chama a atenção de astrônomos e curiosos ao redor do mundo. Batizado de 1997 NC1, o objeto tem entre 750 e 1.650 metros de diâmetro e passará a cerca de 2,5 milhões de quilômetros do nosso planeta. Apesar da proximidade impressionante em termos astronômicos, a Agência Espacial Europeia (ESA) garante que não existe qualquer risco de colisão com a Terra.
O momento de maior aproximação aconteceu às 8h14 no horário de Brasília. Quem quiser acompanhar o fenômeno precisará de um telescópio pequeno ou binóculos potentes, além de estar em um local com pouca poluição luminosa, longe das luzes das cidades. A observação a olho nu não é possível. A presença da Lua brilhante no céu pode dificultar a visualização no momento de maior aproximação, segundo Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da ESA, que destacou a raridade do evento: uma aproximação de um objeto desse tamanho acontece apenas a cada poucos anos.
Para quem está no Hemisfério Sul, as melhores condições de observação ocorrem quando o asteroide começa a se afastar da Terra. Já os moradores do Hemisfério Norte têm vantagem no momento de maior proximidade. Quem não tiver equipamento disponível pode acompanhar as imagens em tempo real pelo site The Virtual Telescope Project, que transmite ao vivo a passagem do asteroide.
Asteroides como o 1997 NC1 são rochas rochosas ou metálicas formadas pelos mesmos materiais primitivos que deram origem aos planetas do Sistema Solar. Diferente das rochas terrestres, que foram moldadas por erosão e processos geológicos ao longo de bilhões de anos, os asteroides permaneceram praticamente intocados desde o início do universo. Os chamados objetos próximos à Terra são monitorados continuamente pela Nasa, justamente pelo potencial devastador que uma colisão poderia representar, ainda que a probabilidade de um impacto de grande escala seja considerada baixa.
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