
A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial e confirmou o fechamento de 298 lojas, cerca de 30% de sua rede. A empresa também registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. Para o presidente-executivo, Renato Franklin, o cenário pode ficar ainda mais complicado no próximo ano, principalmente por causa das dificuldades no crédito e do alto endividamento.
Segundo o executivo, a empresa já trabalha com uma visão mais conservadora para 2027 e decidiu concentrar esforços em operações mais rentáveis. A Casas Bahia também pretende reduzir vendas que não geram lucro no ambiente digital. A queda nas ações da companhia chegou a 30% na abertura do mercado nesta segunda-feira, ampliando as preocupações em torno da varejista.
O problema, porém, não está restrito à Casas Bahia. A inadimplência entre empresas brasileiras atingiu mais de 9,1 milhões de CNPJs em junho, o maior número da série histórica da Serasa Experian. As dívidas somam R$ 232,9 bilhões, em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito.
Outro sinal de pressão veio da Marabraz, que também entrou com pedido de recuperação judicial, em meio a uma dívida de cerca de R$ 140 milhões. Os casos reforçam a preocupação com o ambiente do varejo e levantam uma questão para os próximos meses: com empresas mais endividadas e consumidores enfrentando crédito mais caro, 2027 pode ser um ano ainda mais desafiador para o comércio brasileiro.
Economia Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios
Economia Aplicativo do Tesouro Direto é desativado a partir desta segunda-feira
Economia Trabalhadores nascidos em novembro e dezembro recebem abono salarial Mín. 23° Máx. 36°