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Barroso fica fora de manifesto e aposta em articulação interna para crise no STF

Ex-presidente da Corte apoia Fachin, mas prefere atuar nos bastidores enquanto ex-ministros cobram investigação pública dos fatos que abalaram o Supremo

08/09/2026 às 09h38
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não assinar o manifesto divulgado por 13 ex-ministros da Corte que pede a convocação urgente de uma sessão plenária para apurar os fatos que desencadearam a atual crise institucional no Supremo. Em mensagem enviada aos antigos colegas, Barroso afirmou que sua escolha foi motivada pela intenção de preservar sua capacidade de diálogo com os atuais ministros e contribuir para uma solução construída dentro da própria Corte.

Segundo Barroso, sua saída recente do STF e a manutenção de relações pessoais com integrantes do tribunal lhe permitem atuar como interlocutor entre ministros que hoje ocupam posições divergentes. Por essa razão, considerou inadequado aderir a uma manifestação externa que pudesse limitar sua atuação nos bastidores. Apesar disso, o ex-presidente fez questão de declarar apoio ao presidente do STF, Edson Fachin, elogiando sua condução da instituição e destacando sua integridade e equilíbrio.

O manifesto, assinado por nomes como Celso de Mello, Ellen Gracie, Nelson Jobim, Joaquim Barbosa e Rosa Weber, expressa confiança na capacidade de Fachin para liderar o tribunal em um momento considerado pelos signatários como “a mais aguda crise de sua história”. No documento, os ex-ministros defendem a realização imediata de uma sessão pública do plenário para deliberar sobre uma investigação rigorosa dos fatos recentemente revelados, que, segundo eles, colocam em risco a credibilidade do Supremo, a confiança da sociedade e a estabilidade das instituições democráticas.

A iniciativa aumenta a pressão sobre a presidência do STF por partir de ex-integrantes da própria Corte, conhecedores de seu funcionamento e das consequências de uma crise institucional. Enquanto a maioria dos ex-ministros optou por cobrar providências de forma pública, Barroso adotou uma estratégia diferente: apoiar a preocupação manifestada pelos colegas, mas preservar canais de conversa com os atuais magistrados, apostando em uma solução construída de dentro para fora do tribunal.

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