
O fim de agosto promete ser de muito calor em boa parte do Brasil. São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas que chegam a 42°C, principalmente na faixa entre o norte do Mato Grosso do Sul e o sul do Mato Grosso. Em São Paulo e Minas Gerais, a média deve ficar em torno de 37°C. De acordo com especialistas, o calor forte tem duas causas principais: o grande número de horas de sol típico dessa época do ano e o chamado aquecimento pré-frontal, que costuma aparecer pouco antes da chegada de uma frente fria.
Enquanto o país enfrenta esses dias mais quentes, os olhos também se voltam para o Oceano Pacífico. Segundo a agência americana NOAA, o El Niño que está se formando pode se tornar um dos mais fortes já vistos desde 1950. As projeções apontam mais de 90% de chance de o fenômeno chegar a um nível muito forte até 2027, com quase 70% de probabilidade de bater recordes de intensidade. Isso significa que a água do mar em uma área importante do Pacífico pode ficar até 2,5°C mais quente que o normal entre outubro e dezembro do ano que vem.
Apesar da força prevista, os cientistas fazem um alerta importante: um El Niño intenso não garante os mesmos efeitos em todos os lugares. Os impactos variam de região para região e ainda dependem de como o clima vai se comportar nos próximos meses.
No Brasil, os primeiros sinais do fenômeno já apareceram na Região Sul, que teve um mês de julho com chuvas entre 30% e 90% acima do esperado. A tendência é que esse padrão continue: mais chuva no Sul e um clima mais instável no Norte e no Nordeste, com previsão de volumes abaixo da média a partir de outubro. Ou seja, o El Niño não deixa o país inteiro mais quente ou mais chuvoso, o que ele faz, na prática, é embaralhar o clima, trazendo excesso de chuva em algumas regiões e escassez em outras.
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