
Há diversas personalidades da Creator Economy e do mercado de influência que se tornaram símbolos da expansão do modelo de negócio para o mundo “físico” com o investimento em produtos. Bruna Tavares, Marina Smith e Bianca Andrade foram algumas das expoentes no mercado da beleza. Elas compreenderam que suas audiências vão muito além e podem transformar fãs em clientes, e seguidores em comunidades engajadas.
Segundo estudo da Hotmart, empresa global de tecnologia atuante no setor da Creator Economy (Economia dos Criadores de Conteúdo), quase metade (46%) dos criadores de conteúdo brasileiros já vende ou pretende vender produtos físicos de maneira a complementar suas fontes de receita.
O levantamento mostra que os livros estão em primeiro lugar (44%) entre os produtos que já são ofertados pelos criadores de conteúdo, seguido por cosméticos (25%) e roupas (12%). Papelaria (7%), itens de alto valor (7%) e produtos alimentícios (5%) completam a lista. A predominância dos livros pode ser explicada pelo fato de muitos projetos de marca no mercado de infoprodutores terem como base o conhecimento e a expertise como atributos fundamentais.
De acordo com o estudo, entre os criadores que ainda não lançaram um produto físico, 22% afirmaram que não o fizeram porque não encontraram o parceiro ideal. “Durante anos, no modelo econômico tradicional, os produtos físicos foram o ponto de partida na construção de uma marca. A partir deles, aspectos como valores, promessas e significados eram criados. Contudo, hoje, os processos se inverteram, e pensar em comercializar produtos físicos pode ser um complemento ao mercado de produtos digitais, especialmente quando consideramos o significativo número de brasileiros que realizaram compras pela internet”, afirma João Pedro Resende, CEO e cofundador da Hotmart. Somente em 2023, mais de 80 milhões de brasileiros realizaram compras pela internet, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2023.
O estudo da Hotmart revelou ainda que um complemento do conteúdo em formato de produto físico pode ajudar a aumentar a satisfação dos alunos de produtos digitais. Cerca de 80% dos novos compradores que compraram produtos físicos compraram também produtos digitais, o que reforça a ideia de comunidade engajada e aumento de fãs na audiência. Além disso, infoprodutores que adicionaram produtos físicos ao portfólio tiveram um incremento de 20% em vendas.
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