
O cisto pilonidal é uma formação benigna que se desenvolve sob a pele, geralmente no início do sulco entre as nádegas, mas também pode surgir em axilas, umbigo ou couro cabeludo. Ele acumula pelos e secreções da própria pele e tende a reaparecer mesmo após tratamento.
A condição atinge principalmente homens jovens, provoca dor, vermelhidão, inchaço e saída de pus e costuma estar associada ao encravamento de pelos e ao acúmulo de secreções. O tratamento varia do uso de antibióticos à remoção cirúrgica do cisto.
O Dr. Rodrigo Barbosa Novais, médico, cirurgião do Aparelho Digestivo, e coloproctologista especialista em cisto pilonidal do Instituto Medicina em Foco, aponta os principais avanços no tratamento do cisto pilonidal no Brasil que passaram a oferecer mais conforto, menor tempo de afastamento e melhores resultados estéticos e funcionais para os pacientes.
“O tratamento saiu de cirurgias amplas, que exigiam grandes incisões e longos períodos de recuperação, para abordagens minimamente invasivas, como a cirurgia por vídeo com técnica Endoscopic Pilonidal Sinus Treatment (EPSiT), o uso de laser e terapias complementares, como curativos a vácuo e aplicações de células-tronco”, relata o médico.
Segundo o profissional, as técnicas complementares, como o curativo a vácuo, ou terapia por pressão negativa, ajudam a manter a ferida limpa, reduz o risco de infecção e estimula a formação de tecido saudável, acelerando o fechamento da lesão. “Já o uso de células-tronco é uma abordagem promissora para melhorar a cicatrização, especialmente em casos de feridas crônicas ou recidivas, porque favorece a regeneração tecidual de forma mais eficiente”.
O especialista explica que a técnica EPSiT consiste na introdução de um endoscópio no trajeto do cisto, permitindo a visualização direta e a limpeza completa da cavidade sem cortes extensos, enquanto o laser é utilizado para destruir o tecido inflamado e cauterizar o trajeto, reduzindo o risco de infecção e acelerando a cicatrização.
“Ambas as técnicas minimamente invasivas no tratamento da doença pilonidal preservam ao máximo a pele e os tecidos saudáveis, resultando em menos dor e recuperação mais rápida”, afirma o coloproctologista, especialista em cisto pilonidal.
Novais acrescenta que as técnicas minimamente invasivas como a EPSiT e o laser para cisto pilonidal se destacam pelo menor tempo de internação — muitas vezes em regime ambulatorial — e pela possibilidade de retorno às atividades em poucos dias e gerar menos dor pós-operatória e menor necessidade de curativos complexos.
“Os pacientes relatam grande satisfação por poderem retomar rapidamente o trabalho, os estudos e as atividades de lazer, sem as limitações e desconfortos que as cirurgias tradicionais muitas vezes traziam. Também há melhora estética e menor estigma social, já que a recuperação é mais discreta e menos dolorosa”, declara o cirurgião.
Novas técnicas: recuperação mais rápida, mas atenção às recidivas
De acordo com o Dr. Rodrigo, os avanços no tratamento do cisto pilonidal, como a cirurgia endoscópica (EPSiT) e o uso do laser, representam um marco importante em termos de redução da dor, menor tempo de internação e rápida retomada das atividades. “Estudos clínicos recentes mostram que o tempo médio de retorno ao trabalho com EPSiT pode ser de 5 a 10 dias, contra 3 a 6 meses nas cirurgias abertas convencionais. Além disso, a satisfação estética é significativamente maior, com cicatrizes discretas e menor estigma social para o paciente”, explica.
Contudo, o especialista ressalta uma revisão sistemática publicada em 2023 na revista Techniques in Coloproctology, que analisou mais de 8 mil pacientes e mostrou que, apesar da recuperação rápida e da menor dor, as taxas de recidiva variam de 10% a 25% em até 2 anos, enquanto técnicas mais amplas, como os retalhos, apresentam índices inferiores a 5% em centros especializados.
Entre os pontos de melhoria destacados nos estudos estão:
“Em resumo, as novas técnicas trazem conforto e recuperação acelerada, mas ainda carecem de protocolos padronizados e estudos de longo prazo que comprovem superioridade definitiva sobre métodos tradicionais em relação à recidiva. A escolha deve ser individualizada, levando em conta não apenas o tempo de afastamento, mas também a chance de resolução definitiva da doença”, afirma o Dr. Rodrigo.
Indicações para intervenção cirúrgica
O especialista do Instituto Medicina em Foco esclarece que dor intensa, inchaço, vermelhidão local, presença de secreção purulenta e febre são sinais de infecção e indicam a necessidade de avaliação imediata. Segundo ele, em casos de abscessos, a intervenção cirúrgica ou drenagem imediata pode ser necessária com urgência para evitar complicações.
De acordo com o médico, manter a higiene local, evitar o acúmulo de pelos na região, controlar o peso e evitar longos períodos sentado são medidas importantes para reduzir o risco de surgimento ou recorrência do cisto pilonidal. Novais ressalta que, em pacientes com predisposição ou histórico familiar, o acompanhamento médico regular ajuda a identificar problemas precocemente.
“O tratamento do cisto pilonidal vem evoluindo rapidamente e, hoje, é possível oferecer opções mais confortáveis, rápidas e com menos impacto na vida do paciente. No entanto, a escolha da técnica deve sempre ser personalizada, levando em conta a gravidade do caso, o histórico de recidivas e as expectativas do paciente”, observa o cirurgião.
Para mais informações, basta acessar: https://drrodrigobarbosa.com.br/cisto-pilonidal/
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