
Em um cenário marcado pela crescente sofisticação dos crimes digitais, o seguro cibernético tem se consolidado como um instrumento estratégico para organizações que buscam mitigar riscos e garantir a continuidade de suas operações. Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que a procura pelo seguro de Riscos Cibernéticos cresceu 880% em cinco anos, passando de R$ 20,7 milhões arrecadados em 2019 para R$ 203,3 milhões em 2023. Em 2024, o montante já ultrapassava R$ 240 milhões.
A demanda por esse tipo de proteção acompanha a escalada dos ataques. Segundo o Panorama de Ameaças para a América Latina 2024, realizado pela Kaspersky e divulgado pela CNN Brasil, o Brasil registra cerca de 700 milhões de ataques cibernéticos por ano, o que significa uma média de 1.379 por minuto.
Já um relatório da Netscout, compartilhado pela Exame, aponta que o país foi um dos principais alvos de ataques DDoS (Distributed Denial of Service) no mundo, com 500 mil ocorrências. Maria Eduarda Oliveira, especialista em seguro cyber da Genebra Seguros, explica que a modalidade pode oferecer uma série de benefícios essenciais para as organizações, principalmente no que diz respeito à proteção financeira e à recuperação após ataques cibernéticos.
"Ele cobre perdas causadas por incidentes como vazamentos de dados, ataques de ransomware, phishing, malware, violação de segurança e até interrupção nos negócios. Além disso, proporciona suporte no gerenciamento de crises, com acesso a especialistas que auxiliam na mitigação de danos e na recuperação dos sistemas. A cobertura também inclui custos legais e ajuda na proteção da reputação da empresa, o que é fundamental após um incidente", acrescenta.
Ela destaca que, embora empresas de grande porte possam se beneficiar da modalidade por lidarem com grandes volumes de dados sensíveis, pequenas e médias empresas (PMEs) também devem considerar a contratação, já que são frequentemente alvos de ciberataques por serem percebidas como mais vulneráveis.
"O seguro cibernético é recomendado para qualquer organização que possua sistemas conectados à internet ou que manuseie dados críticos, seja em grande ou pequena escala", alerta.
Outro ponto relevante levantado pela especialista é sobre a cobertura de multas e penalidades previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo ela, embora a cobertura possa variar dependendo da apólice e da seguradora, muitos contratos incluem essas penalidades, "mas é essencial que a empresa verifique se estão contempladas".
Ainda que a atuação principal da modalidade seja após o ataque, algumas apólices podem oferecer serviços preventivos, como auditorias de segurança, treinamentos e até consultoria para melhorar a infraestrutura de proteção digital.
"É importante destacar que o seguro precisa ser contratado antes de qualquer suspeita ou indício de ataque. O processo de contratação envolve uma análise detalhada dos riscos da empresa. As seguradoras avaliam os sistemas de segurança, práticas de proteção de dados e histórico de incidentes, podendo exigir medidas específicas, como uso de criptografia ou backups regulares. Já o valor da apólice é determinado com base no risco identificado, levando em consideração as características da organização e o tipo de dados que ela armazena", completa a especialista da Genebra.
Com o avanço da inteligência artificial (IA), o seguro cyber ganha ainda mais importância. De acordo com Oliveira, a IA tem sido usada para automatizar ataques, tornando-os mais difíceis de detectar.
"O uso crescente dessas ferramentas em sistemas críticos expõe as empresas a novos riscos, como falhas em sistemas autônomos ou manipulação indevida de dados. O seguro ajuda a mitigar esses riscos ao cobrir danos causados por ataques mais complexos e ao fornecer acesso a profissionais que podem responder rapidamente", afirma.
A relevância do seguro cyber também foi reconhecida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que publicou em abril de 2025 o relatório final do Grupo de Trabalho "Seguros e Segurança Cibernética".
O documento tem como objetivo discutir e elaborar estudos técnicos sobre a segurança cibernética do setor e os desafios e oportunidades que o desenvolvimento da economia digital traz para o mercado segurador brasileiro. Já o Decreto nº 12.573, que institui a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), fortalece o papel do setor de seguros na resiliência digital do país.
Apesar dos benefícios, a especialista da Genebra reforça que o seguro cibernético não substitui a necessidade de uma abordagem proativa em relação à segurança digital.
"Investir em tecnologias de defesa, treinar funcionários e manter políticas de segurança robustas são medidas essenciais para reduzir a exposição a riscos", conclui Oliveira.
Para saber mais, basta acessar: https://www.genebraseguros.com.br/
Internet Internet chega a 95% dos domicílios brasileiros em 2025, aponta IBGE
TUDO DOMINADO? ChatGPT respondeu com argumentos de esquerda em 80% dos testes, diz jornal dos EUA
Piauí Etipi apresenta soluções de transformação digital a líderes e especialistas em congresso nacional de gestão pública
Piauí Governo do Estado entrega mais de R$ 7 milhões em equipamentos de informática para modernizar unidades de saúde em Teresina
Piauí Piauí Link lança Código de Conduta e avança na governança digital pública
Piauí Inscrições para curso livre de programação para alunas do PIT, IFPI e da rede estadual de ensino iniciam no dia 5 de maio
Piauí Etipi passa a integrar a rede federal de gestão de incidentes cibernéticos, fortalecendo a segurança digital no setor público
Piauí Em São Paulo, Rafael Fonteles destaca B.O Fácil e Piauí Saúde Digital como referências em tecnologia na gestão pública
Piauí Projeto que promove inclusão digital de idosos conclui turma e expande curso para mais quatro bairros de Teresina Mín. 18° Máx. 36°