Domingo, 09 de Agosto de 2026
29°

Parcialmente nublado

Teresina, PI

Saúde Saúde

Sete pacientes que receberam polilaminina morreram no Brasil

Substância experimental foi aplicada em pacientes com lesões graves na medula antes da conclusão dos estudos clínicos

09/08/2026 às 09h32
Por: Redação
Compartilhe:
Imagem: reprodução
Imagem: reprodução

Sete dos 17 pacientes com lesões graves na medula que receberam polilaminina em uso compassivo morreram no Brasil desde fevereiro, segundo informações da pesquisadora Tatiana Sampaio. O uso compassivo permite que pacientes tenham acesso a uma substância experimental antes da conclusão dos estudos clínicos e de uma eventual aprovação para uso regular. Segundo a pesquisadora, as mortes não tiveram relação com a aplicação da polilaminina.

De acordo com os dados apresentados pela cientista, mais de 100 pacientes receberam a substância, mas apenas 17 permaneceram no acompanhamento por pelo menos seis meses. Entre eles, 10 apresentaram algum nível de evolução clínica e sete morreram. A Anvisa confirmou ter sido informada sobre seis dos óbitos e afirmou que, até o momento, sua avaliação não aponta relação direta entre as mortes e o uso da substância. O sétimo caso ainda não havia sido encaminhado para análise da agência.

A polilaminina é estudada como uma possível alternativa para pessoas que sofreram lesões graves na medula espinhal. Apesar dos resultados iniciais apresentados pela equipe de pesquisa, a substância ainda precisa passar por estudos clínicos para que sua segurança, eficácia e dosagem sejam avaliadas de forma científica. A Anvisa autorizou a realização da primeira fase dos estudos clínicos, que tem como principal objetivo avaliar a segurança da aplicação em seres humanos.

A discussão ganhou força após a divulgação dos resultados obtidos com pacientes que receberam a substância em caráter experimental. A pesquisadora chegou a questionar a necessidade de estudos clínicos para a polilaminina, mas a Anvisa contestou a afirmação e destacou a importância dos protocolos científicos antes da liberação de novos tratamentos. A expectativa é que as próximas etapas da pesquisa possam esclarecer se a substância realmente é capaz de promover recuperação em pacientes com lesões medulares.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários