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EUA dizem defender o Hemisfério Ocidental e anunciam exercício militar com participação do Brasil

Manobras no Canal do Panamá reúnem 19 países e fazem parte de nova fase da operação norte americana contra o narcotráfico na América Latina

05/08/2026 às 14h05
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram uma nova etapa de sua atuação militar no Hemisfério Ocidental e mudaram o nome da operação que combate o narcotráfico na América Latina. A iniciativa, que antes era chamada de Operação Lanças do Sul, agora passa a ser conduzida pela Força-Tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental. O Brasil está entre os 19 países que participam dos exercícios militares organizados pelos norte-americanos na região do Canal do Panamá.

Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, a mudança representa uma nova fase da operação iniciada em 2025. A campanha anterior esteve envolvida em ações contra embarcações no Caribe suspeitas de transportar drogas e aumentou a pressão militar sobre grupos ligados ao tráfico na região. Em comunicado, os Estados Unidos afirmaram que pretendem aplicar uma pressão cada vez maior sobre os cartéis e eliminar as ameaças consideradas perigosas para o Hemisfério Ocidental.

Além da mudança no nome da operação, os Estados Unidos iniciaram nesta terça-feira, dia 4, o exercício militar Panamax 26, que segue até o dia 13. As manobras acontecem no Canal do Panamá e em áreas próximas e têm como objetivo declarado aumentar a segurança regional e combater ameaças relacionadas ao narcoterrorismo. É a primeira vez que o exercício, tradicionalmente realizado por Estados Unidos e Panamá, reúne um grupo tão amplo de países.

Ao todo, 18 países, além dos Estados Unidos, participam das atividades, incluindo o Brasil. Grande parte das nações envolvidas também integra a Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis, criada pelo governo Donald Trump. O Brasil, o México, a Holanda e o Reino Unido não fazem parte dessa coalizão, mas participam dos exercícios militares. Para os Estados Unidos, os países envolvidos compartilham o objetivo de identificar, interromper e combater ameaças atuais e futuras na região, mesmo com diferenças políticas entre os governos participantes.

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